Blog  /  Como aprender

Como praticar conversação em inglês entre uma aula e outra

Quase todo mundo entende mais inglês do que consegue falar, e essa distância só diminui de um jeito: falando. A boa notícia é que você não precisa de alguém para conversar todos os dias. Veja como praticar sozinho e com outras pessoas entre uma aula e outra, o que a pesquisa diz sobre cada método e quanto tempo isso leva de verdade.

Equipe Alimun
Atualizado em 26 de outubro de 2026, 15 min de leitura

Repita comigo, em voz alta!

Fale sozinho

uma das dicas do British Council para quem tem pouco tempo, junto com se gravar

0 por cento

dos estudantes de um estudo de 1986 que disseram entrar em pânico quando precisam falar na aula sem preparação

0 repetições

do mesmo trecho: cinco ou seis bastam para o shadowing, segundo as pesquisas citadas por Hamada

0 princípios

reciprocidade e autonomia, a base de qualquer intercâmbio de idiomas em tandem

A resposta curta

Entre uma aula e outra, pratique sozinho quase todos os dias e com outra pessoa uma ou duas vezes por semana. Sozinho, você pode fazer shadowing com gravações curtas, descrever o seu dia em voz alta, se gravar e ler em voz alta. Com outras pessoas, um parceiro de tandem e frases preparadas para situações reais transformam o treino em conversa. Dez a quinze minutos com regularidade valem mais do que uma sessão longa, e os erros fazem parte do método: não são sinal de que ele não funciona.

Por que a fala precisa de um treino próprio

Ouvir e ler alimentam o seu inglês, mas não deixam você fluente automaticamente. Dá para reconhecer uma palavra escrita durante anos e não encontrá-la na hora de falar. Falar pede ao cérebro um trabalho diferente: escolher as palavras, colocá-las em ordem e pronunciá-las, tudo em tempo real. É uma habilidade, e como toda habilidade ela cresce com o treino dessa mesma habilidade.

O Quadro Europeu Comum de Referência (QECR), a escala dos níveis A1 a C2, faz uma distinção útil aqui. A grade de autoavaliação divide a fala em produção oral, quando você fala sozinho, e interação oral, quando você conversa com alguém. No B1, produção significa conseguir ligar frases de forma simples para descrever experiências e acontecimentos; interação significa conseguir entrar sem preparação numa conversa sobre assuntos conhecidos. As duas pedem treinos diferentes, e este artigo trata das duas.

Há um segundo motivo para falar o máximo possível. Nos anos 1980, a linguista Merrill Swain defendeu que produzir a língua, em voz alta ou mentalmente, faz o aluno perceber a lacuna entre o que quer dizer e o que consegue dizer. Cada vez que você trava, descobre exatamente o que aprender em seguida. Praticar sozinho é o jeito mais barato de encontrar essas lacunas antes que uma conversa de verdade mostre.

MétodoO que treinaSozinho ou com outrosTempo
ShadowingSons, ritmo, palavras que se ligamSozinho10 a 15 minutos
Descrever o seu diaAchar palavras, fluência, tempos do passadoSozinho5 minutos, a qualquer hora
Se gravarPerceber os próprios erros e avançosSozinho5 minutos, mais a escuta
Ler em voz altaPronúncia, sílaba tônica, segurançaSozinho5 a 10 minutos
Pensar em inglêsRapidez, vocabulário do dia a diaSozinho, mentalmenteMomentos ao longo do dia
Intercâmbio de idiomasConversa real, ouvir uma pessoa ao vivoCom um parceiroUma hora ou mais, toda semana
Preparar frasesSegurança em situações reaisSozinho, depois com outrosAlguns minutos antes de cada situação

Os tempos são sugestões para encaixar cada método numa semana normal, não resultados de pesquisa, exceto quando o artigo cita uma fonte.

Praticar sozinho

Shadowing

Fazer shadowing é ouvir uma gravação e falar junto com ela, ao mesmo tempo, como uma sombra uma fração de segundo atrás de quem fala. O pesquisador Yo Hamada, que estudou a técnica com alunos japoneses de inglês, cita uma definição clássica (Lambert, 1992): uma tarefa de acompanhamento auditivo, num ritmo dado, em que se repete em voz alta imediatamente o que se ouve. Em palavras simples: você ouve e fala quase ao mesmo tempo.

É diferente de ouvir e repetir. Quando você repete, espera a frase terminar, pensa nela e depois fala. No shadowing não dá tempo de pensar no significado, então a atenção vai para os sons: como as palavras se juntam, onde cai a tônica, como a voz sobe e desce. Hamada explica que é justamente por isso que a técnica ajuda a compreensão oral: ela treina a percepção dos sons, a parte mais básica de entender.

Para a fala, os estudos são menos numerosos, mas animadores. Hamada cita um estudo de 2017 de Foote e McDonough em que alunos avançados de inglês fizeram shadowing com cenas de séries de TV e melhoraram a pronúncia e a fluência. Ele também dá conselhos práticos que valem a pena. Entenda o conteúdo da gravação antes de fazer shadowing, para deixar a cabeça livre para os sons. Escolha um material de acordo com o seu objetivo, como diálogos do dia a dia se você quer conversar. E não insista demais no mesmo trecho: segundo a pesquisa, cinco ou seis repetições bastam.

What are you up to this weekend?

Na fala rápida, “what are you” vira algo como “whatcha”. Em português: O que você vai fazer no fim de semana?

I’ve been meaning to call you.

“I’ve” é curto e leve; a tônica cai em “meaning” e “call”. Em português: Faz tempo que eu queria te ligar.

Could you give me a hand with this?

“Give me” muitas vezes soa como “gimme”, e “a hand” é uma expressão fixa, como “dar uma mão”.

Comece com áudios curtos e claros

Um ou dois minutos de um diálogo ou de um podcast são mais que suficientes. Ouça uma vez para entender e depois faça shadowing. Se perder quem fala, pare, volte e retome: acompanhar o ritmo fica mais fácil a cada rodada.

Um rapaz caminhando ao ar livre com fones de ouvido e o celular na mão
Dá para fazer shadowing caminhando: coloque um trecho de um minuto e fale junto baixinho, cinco ou seis vezes, depois passe para outro.

Fale sozinho: descreva o seu dia

O site LearnEnglish do British Council dá a quem tem pouco tempo uma dica simples: fale sozinho em inglês quando estiver só, em voz alta em casa ou em silêncio na sua cabeça, e tente usar palavras ou expressões novas que você encontrou. Parece estranho, mas é um dos treinos mais flexíveis que existem. Não precisa de parceiro, de aplicativo nem de preparação.

Dois formatos ajudam a começar. Enquanto faz alguma coisa, narre no presente: “I’m putting the kettle on, I’m looking for my keys.” À noite, conte para você mesmo o que aconteceu hoje, no passado: aonde você foi, quem encontrou, o que deu errado. O segundo é muito próximo da descrição do QECR para a produção oral B1, que fala em descrever experiências e acontecimentos e contar uma história. Quando faltar uma palavra, diga o que conseguir, anote e procure depois.

I’m making coffee, and then I’m going to answer my emails.

Present continuous para o que você está fazendo agora, going to para o plano. Em português: Estou fazendo café e depois vou responder os e-mails.

This morning I missed the bus, so I walked to work.

Past simple para um fato terminado. Aqui o português ajuda: “perdi o ônibus” também é um passado simples, sem auxiliar.

I need the thing you use to open a bottle.

Quando falta a palavra (a bottle opener, o abridor), descreva: a coisa que se usa para abrir uma garrafa.

Pessoas sentadas na grama de um parque cheio, fazendo piquenique em pequenos grupos
Descreva o que você vê: “People are having picnics, someone has left a bike on the grass.” Para uma cena na sua frente, o tempo certo é o present continuous.

Grave-se e ouça de novo

A segunda dica do British Council é se gravar falando e depois ouvir a gravação. Anote o que você faz bem, o que precisa melhorar e os problemas de pronúncia para corrigir da próxima vez. O gravador do celular é suficiente. Quase ninguém gosta de ouvir a própria voz no começo; essa sensação passa depois de algumas gravações, e o que você aprende compensa.

Faça cada gravação curta, de mais ou menos um minuto, sobre um único assunto: o seu fim de semana, o seu trabalho, um filme que você viu. Depois ouça duas vezes, com uma pergunta diferente em cada uma. Na primeira, procure as palavras que faltaram e os pontos em que você parou. Na segunda, ouça os sons. Hamada sugere a mesma ferramenta para o shadowing: grave o seu shadowing de vez em quando e compare com o original. Se guardar as gravações, depois de alguns meses você vai ouvir o seu progresso, e poucas coisas motivam tanto.

Leia em voz alta

Ler em voz alta tira a parte mais difícil de falar, decidir o que dizer, e deixa você livre para trabalhar em como dizer. Use os diálogos do livro do curso, um artigo curto ou a transcrição de um áudio que você usou no shadowing. Leia primeiro devagar e marque as sílabas tônicas, depois leia de novo em velocidade normal.

Em inglês, a tônica pode mudar de lugar dentro da mesma família de palavras, e ler em voz alta é o lugar ideal para treinar isso: PHOtograph, phoTOGraphy, photoGRAPHic. Palavras pequenas como “can”, “to” e “and” costumam ficar fracas na frase, então “I can swim” soa mais como “I c’n swim”. Quem fala português geralmente precisa treinar o “th” de think e this, as terminações em -ed (worked tem uma sílaba só) e não acrescentar uma vogal no fim das palavras: big, não “bigui”.

Pense em inglês

Pensar em inglês é falar sozinho sem som, e dá para fazer isso em qualquer lugar: na fila, caminhando, antes de dormir. Prepare em inglês a sua próxima frase para o caixa. Explique para você mesmo, em silêncio, o que vai cozinhar. Repasse uma conversa de hoje e repita em inglês. O objetivo não são frases perfeitas, e sim traduzir menos: cada vez que a frase em inglês vem antes da frase em português, a sua fala ganha velocidade.

Cada palavra que você não encontrou é a próxima a aprender.

Não sabe qual é o seu nível?

O teste de nível coloca você entre A1 e C1 em poucos minutos e mostra a turma ideal para você.

Praticar com outras pessoas

Intercâmbio de idiomas e tandem

Um tandem é uma dupla de pessoas que querem aprender a língua uma da outra: por exemplo, você fala português e quer praticar inglês, e o seu parceiro fala inglês e quer praticar português. O centro de línguas da Universidade de Münster, que mantém um programa de tandem, descreve dois princípios básicos. Reciprocidade: os dois são alunos e os dois fazem o papel de especialista na própria língua. Autonomia: cada um é responsável pelo próprio aprendizado e decide o que e como praticar.

O mesmo guia dá conselhos práticos. Dedique o mesmo tempo a cada língua e mantenha as duas separadas, em vez de misturar. Encontrem-se com regularidade; Münster sugere encontros semanais de pelo menos 90 minutos. Peça correções ao seu parceiro e ofereça em troca, com um tom encorajador. Um jeito gentil de corrigir é simplesmente repetir a frase do jeito certo. Escolham temas que interessem aos dois, das perguntas do curso a receitas ou filmes, e faça anotações curtas depois de cada encontro para preparar o próximo.

Lembre que o seu parceiro não é professor. Um nativo consegue dizer que uma frase soa estranha, mas muitas vezes não sabe explicar por quê. Tudo bem: leve essas frases para a próxima aula. As frases abaixo ajudam você a conduzir a conversa em inglês.

Sorry, could you say that more slowly?

Desculpa, você pode falar mais devagar?

How do you say “saudade” in English?

Não existe uma palavra só; costuma-se explicar como sentir muita falta de alguém ou de algo.

Is it correct to say “I am agree”?

O seu parceiro vai dizer: “I agree”, sem “am”. Em inglês, agree é um verbo, não funciona como “estar de acordo”.

Could you correct me when I get something wrong?

Você pode me corrigir quando eu errar? Combinem isso logo no começo.

Duas mulheres caminhando lado a lado junto a um muro de pedra sob árvores verdes
Uma caminhada funciona muito bem para um tandem: metade do caminho em inglês, metade em português, assim as línguas ficam separadas e o tempo é igual para as duas.

Prepare frases para situações reais

Situações reais são o melhor treino: pedir num café, ligar para marcar uma consulta, bater papo no trabalho. São também a hora em que o nervosismo aperta mais, e se preparar ajuda. Antes da situação, escreva as três ou quatro frases de que você provavelmente vai precisar, diga em voz alta algumas vezes e imagine o que a outra pessoa pode responder. O QECR descreve a interação B1 como conseguir lidar com a maioria das situações que aparecem numa viagem, e esse nível se constrói uma situação preparada de cada vez.

SituaçãoUma frase para prepararEm português
PedirCould I have a flat white, please?Pode me ver um flat white, por favor?
Marcar horárioI’d like to make an appointment for Tuesday.Eu queria marcar um horário para terça.
Ao telefoneSorry, the line is bad. Could you repeat that?Desculpe, a ligação está ruim. Pode repetir?
Papo no trabalhoHow was your weekend? Did you get up to anything?Como foi o fim de semana? Fez alguma coisa legal?
Ganhar tempoThat’s a good question. Let me think for a second.Boa pergunta. Deixa eu pensar um segundo.

Prepare a primeira frase e um jeito de pedir para repetir. Quase todo o resto sai da própria conversa.

Quando preparar frases, confira, porque um erro ensaiado vira hábito. Estes são alguns dos erros mais comuns de quem fala português, e cada um vem direto do português.

Errado: I have 30 years.

Certo: I am 30.

Em inglês a idade se diz com be, não com have: I’m 30 (years old).

Errado: I am agree with you.

Certo: I agree with you.

Agree é um verbo, então não leva am: não é “estou de acordo”.

Errado: I live here since two years.

Certo: I have lived here for two years.

Para um período que vem até hoje, o inglês usa present perfect e for, não o presente e since.

Errado: I’m going to assist a movie.

Certo: I’m going to watch a movie.

Assistir a um filme é watch; assist significa ajudar.

Errado: I pretend to travel next year.

Certo: I plan to travel next year.

Pretender é plan ou intend; pretend significa fingir.

Errado: Can you explain me this?

Certo: Can you explain this to me?

Explain não leva a pessoa direto como em “me explica”: explain something to someone.

Uma mulher de cabelo grisalho curto e óculos ouvindo com atenção uma ligação
Ligações são difíceis porque não há rostos nem gestos para ajudar. Prepare a primeira frase e “Could you repeat that, please?” antes de discar.

Como lidar com o medo de errar

Se você fica nervoso ao falar inglês, está em boa companhia. Num estudo muito citado de 1986, Elaine Horwitz, Michael Horwitz e Joann Cope descreveram a ansiedade em língua estrangeira como um tipo específico de ansiedade ligado ao aprendizado de idiomas, e criaram um questionário para medi-la. Entre os 75 universitários que responderam, 49 por cento concordaram com “entro em pânico quando preciso falar sem preparação na aula de língua”, e 28 por cento com “fico muito constrangido de falar a língua estrangeira na frente dos outros alunos”.

Os autores ligaram essa ansiedade a três medos conhecidos: a apreensão na comunicação, o desconforto de falar com os outros; a ansiedade de prova; e o medo de avaliação negativa, a preocupação de ser julgado. Eles também observaram algo que todo aluno conhece: numa língua estrangeira, você só consegue mostrar uma versão menor de si mesmo, porque ainda não consegue dizer tudo o que pensa. É desconfortável, e é normal.

Os métodos deste artigo são uma resposta prática. Praticar sozinho deixa você falar sem plateia, então as primeiras tentativas ficam no privado. Preparar frases ataca diretamente o pânico de falar sem preparação. Um parceiro fixo ou um grupo pequeno que você conhece bem transforma quem escuta de juiz em rosto conhecido. E ajuda olhar para os erros de outro jeito: nos termos de Swain, cada um mostra a próxima lacuna que você pode fechar.

As pessoas ouvem a mensagem

Numa conversa de verdade, quase todo mundo presta atenção no que você quer dizer, não na sua gramática. Se entenderam você, a conversa funcionou. Anote o erro depois e corrija no próximo treino, não no meio da frase.

Com que frequência e por quanto tempo

Para a fala, a frequência importa mais que a duração. Sobre o shadowing, Hamada relata uma mudança perceptível na compreensão oral com duas sessões de 10 a 15 minutos por semana durante um mês. Isso dá uma medida realista: a fala se treina com sessões curtas e regulares, não com uma maratona de três horas uma vez por mês.

Uma semana prática entre duas aulas poderia ser assim. Todos os dias, cinco minutos falando sozinho, o seu dia contado à noite e alguns momentos pensando em inglês. Duas vezes por semana, uma sessão de shadowing de 10 a 15 minutos com um trecho curto e novo. Uma vez por semana, uma gravação de um minuto sobre um tema da aula, ouvida duas vezes. E, se der, um encontro de tandem por semana. Antes de qualquer situação real que importe, alguns minutos de frases preparadas.

Não tente fazer tudo na primeira semana. Comece com um hábito que você consiga manter, como descrever o seu dia, e acrescente outro quando o primeiro ficar automático. Um plano que você segue por três meses ganha de um plano perfeito abandonado depois de uma semana.

Prenda o treino a algo que você já faz

Faça shadowing no caminho para o trabalho, descreva o seu dia enquanto cozinha, pense em inglês na fila do supermercado. Ligar um hábito a uma rotina que você já tem deixa muito mais fácil mantê-lo.

Leve o seu treino para a aula

O treino entre as aulas e as aulas funcionam melhor juntos. Leve para a próxima aula as palavras que você não encontrou, as frases que o seu parceiro de tandem corrigiu e as situações que deram errado. Numa aula ao vivo com um professor e o mesmo grupo pequeno, você usa o que treinou com pessoas que conhece, e o professor explica o porquê das correções.

Na Alimun, os flashcards com as palavras das suas aulas ficam prontos depois de cada aula, para você revisar exatamente o vocabulário de que precisa antes de falar em voz alta. Depois, leve essas palavras para os seus cinco minutos diários falando sozinho, e você vai ouvi-las de novo, com a sua própria voz.

Teste seus conhecimentos

Um quiz rápido sobre este artigo. Escolha uma resposta para ver por quê.

Perguntas frequentes

Falar sozinho em inglês funciona mesmo?

Sim. É uma das dicas do British Council para quem tem pouco tempo, e é o jeito mais simples de treinar achar palavras e montar frases sem parceiro. Descreva o que está fazendo, ou conte o seu dia para você mesmo à noite, e anote as palavras que faltaram.

Dá para melhorar a fala sem parceiro?

Em grande parte, sim: shadowing, se gravar, ler em voz alta e falar sozinho treinam produção, pronúncia e fluência. A conversa real acrescenta o que não dá para treinar sozinho, como reagir ao que o outro diz, então inclua um parceiro de tandem ou aulas assim que puder.

Com o que eu faço shadowing?

Com gravações curtas e claras, de um ou dois minutos, que você entende quase por inteiro, de preferência com transcrição. Diálogos do dia a dia funcionam bem se o seu objetivo é conversar. Entenda primeiro o conteúdo, faça shadowing cinco ou seis vezes e passe para um trecho novo.

Como encontro um parceiro de tandem?

Muitas universidades, centros de idiomas e cidades organizam programas de tandem, e também há intercâmbios online. Combinem tempo igual para as duas línguas, encontros regulares e como cada um quer ser corrigido.

Eu travo quando preciso falar. O que faço?

Você não está sozinho: num estudo muito citado de 1986, cerca de metade dos estudantes disse entrar em pânico quando precisa falar sem preparação. Pratique primeiro no privado, prepare as frases de que vai precisar e converse com regularidade com pessoas que você conhece, como um parceiro de tandem ou um grupo pequeno.

Fontes: British Council LearnEnglish, Five tips for busy learners: listening and speaking, Yo Hamada, Shadowing for language teaching, TESL Ontario Contact (2018), Horwitz, Horwitz e Cope (1986), Foreign Language Classroom Anxiety, The Modern Language Journal, Universidade de Münster, Sprachenzentrum: princípios do tandem, Conselho da Europa, grade de autoavaliação do QECR, Companion Volume (PDF).

Continue lendo

Pronto para começar?

Aulas ao vivo com um professor e o mesmo grupo pequeno, exercícios com correção imediata e lição de casa corrigida pelo seu professor.